terça-feira, 18 de junho de 2013

Porque os jovens banalizam o sexo

Se alguém perguntar se as portas do diálogo entre você e seus filhos estão abertas para todo tipo de assunto, você certamente dirá que sim. Então ouso afirmar que, provavelmente, eles não têm mais de dez anos de idade. E porque afirmo isso? Porque os pais ainda são vítimas de alguns pré-conceitos já ultrapassados.

Vamos então estabelecer um conceito básico: sexualidade não é algo que desabrocha, mas que nasce com a gente. Essa compreensão pode evitar a ideia de que com crianças não se fala de sexo, embora o surgimento dos primeiros sinais da adolescência desencadeie nos pais uma onda de papo aberto 24hs por dia. Isso seria ótimo, se fosse a continuidade de uma intimidade que desde há muito esteve presente no lar, vivida cotidianamente.

Invertendo as prioridades
Infelizmente, nem sempre a sexualidade é o enfoque principal na educação dos filhos. Em geral, procura-se responder com muita brevidade aquelas perguntas constrangedoras dos pequeninos. Passado o momento do terrível “porque ele tem pintinho e eu não?”, os adultos torcem para que eles não toquem tão cedo (e sem aviso) nesse temido vespeiro da curiosidade infantil. Entenda que, assumindo ou não a tarefa de orientá-los, estaremos dando um tipo de educação sexual.

Por isso minha opinião sobre este tema é muito clara e direta: os adolescentes banalizam o sexo porque os pais banalizam o sexo. Esse é o resultado de minha experiência no contato direto com os pais, onde percebo que suas aflições giram em torno de temas mais imediatos como limite e disciplina, alimentação, dificuldades de aprendizagem etc. Nas palestras que ministro em escolas primárias raramente sou abordada acerca da sexualidade infantil. Os adultos a tratam como se ela não existisse ainda, como sendo sem importância “por enquanto”, muitas vezes até desnecessário diante da rotina de brincadeiras diárias das crianças.

E se eles nos imitarem?
Está na hora de se fazer uma releitura das coisas que acreditamos serem prioridades para nossos filhos. Podemos afirmar que as crianças são o futuro do amanhã, desde que haja a percepção de que elas também são os adolescentes de daqui a pouco. Se não priorizarmos este assunto desde já, os adolescentes repetirão nossa postura e acreditarão que sexualidade é qualquer coisa sem muita importância, a ser tratada, digamos, amanhã.

Este silêncio que geralmente perdura até a adolescência é o maior responsável pelo surgimento do círculo vicioso que aterroriza os pais de hoje: seus filhos experimentam o sexo, descobrem que é “tudo de bom”, e como nunca foi tratado como algo realmente importante, deve ser aproveitado como um grande e novo “barato”. E só. Posto assim fica mais fácil entender o atual quadro social, onde os maiores índices de casos de gravidez ocorrem justamente numa época em que temos os jovens mais bem informados da história.

Onde os pais entram
Concluímos então que o problema não é falta de informação, mas de formação. E não adianta jogar a responsabilidade pra cima da escola. Isso é coisa que se aprende em casa. À escola cabe apenas aprimorar o que já foi construído, e ponto final. Ainda não inventaram uma campanha para prevenção da AIDS e da gravidez adolescente que pudesse resolver um problema de base familiar. Por isso conversem mais com suas crianças. Tratem deste assunto de forma aberta, direta, cotidiana, mostrando a elas que sexo é uma área muito importante de suas vidas e que, por isso mesmo, deve ser tratado com carinho, respeito e responsabilidade. Texto para a revista CONTEMPORÂNEA de jun/2013.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A importância do brincar

Todos os adultos sabem que as crianças gostam de brincar. Alguns adultos mais atentos percebem que as crianças precisam brincar, que existe uma necessidade neste “gostar”. Mas são poucos os adultos que sabem o porque o ato de brincar é fundamental para a criança. Esta informação é especialmente importante para os professores de educação infantil e ensino fundamental, pois para muitas crianças a escola é o único lugar onde o brincar não será um ato solitário.
O Brincar envolve os Três Registros demosntrados por Lacan: acontece no Real, utilizando-se do Simbólico (brinquedo), sendo uma criação do Imaginário. O Real pode ser qualquer lugar onde a criança esteja. O Simbólico, o brinquedo, pode ser qualquer objeto que sirva ao Imaginário. Este sim, é o protagonista do brincar. É a imaginação a principal ferramenta que a criança possui para encontrar seu lugar no mundo e se expressar nele. Todos os sentimentos que existem no adulto, também estão lá dentro da criança: amor, ódio, compaixão, inveja, carinho, raiva, ciúme, egoísmo, altruísmo, medo, coragem, vergonha, narcisismo, desejo, todos estes e outros mais. Se já é difícil para o adulto expressar e compreender o que está sentindo, imagine para a criança, que acredita que seus sentimentos são tão poderosos a ponto de ferir alguém, no Real.

Através do faz-de-conta, a criança pode trazer para o real a sua raiva, por exemplo, sem medo das consequências. Pois na sua imaginação nada é proibido, nem perigoso, nem impossível. No brincar nenhum sentimento é “de ninguém”, afinal é “só um joguinho”. Sem medo do julgamento alheio, nem do seu próprio, a criança está livre para, através de seus jogos imaginário, vivenciar seus conflitos de modo suportável. E é por isso que as crianças tendem a repetir os mesmos jogos. Entenda-se jogo como o faz-de-conta, que nada tem a ver com jogos de regras prontas, como os de tabuleiro, por exemplo. É através da repetição do brincar que a criança consegue elaborar melhor seus conflitos, até que estes se esgotem. Então, a criança passa para um novo jogo. Muito mais do que um simples treino para a vida adulta, o brincar funciona para a criança como uma tentativa de dar conta de seus conflitos de agora. Além de incentivar e proporcionar condições para que seus alunos possam brincar, os professores deveriam brincar com eles. Quem sabe isso não os ajuda a elaborar melhor alguns conflitos também, pois como disse o grande Carlos Drummond de Andrade: "Ao brincar com a criança, o adulto está brincando consigo mesmo".

terça-feira, 14 de maio de 2013

Chegamos a um ponto crítico

Parece-me que tudo começou com o aumento da carga horária em que pais e mães passam fora de seus lares. Excesso de trabalho, conclusão de estudos, enfim, a busca de melhores condições de vida a seus filhos está sendo alcançada a um alto preço. Os pais notam essa ausência de casa quando, mesmo em seus lares, não conseguem manter um relacionamento adequado com seus filhos.

O cansaço e a culpa por essa “falta” fazem com que os responsáveis pela educação das crianças atuem como expectadores dos mandos e desmandos de seus filhos. Geralmente são estes os pais que se auto intitulam “pais–amigos”, assunto que já abordado aqui. Quando você ouvir alguém dizendo que é amigo de seu próprio filho, fique a vontade para pensar: “Já sei quem manda nesta casa”.

De fato os pais acabam não se dando conta do que está acontecendo até que um evento como este da postagem anterior aconteça. Todos os dias pensam: “Só mais um pouquinho e eu diminuo o meu ritmo... Só faltam dois anos pra acabar a faculdade... Daqui a pouco eu trabalho menos... Só mais um pouquinho...”.

Mas o tempo não passa, ele voa, e num belo dia você percebe que seus filhos já estão “criados”, com opiniões formadas e você não sabe de onde elas vieram. Só sabe que não foram de exemplos seus.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Dicas para seus filhos sobre crianças com deficiência

Meu nome é Ellen Seidman e cresci sem conhecer nenhuma outra criança com deficiência além do Adam, um visitante frequente do resort ao qual nossas famílias iam todos os verões. Ele tinha deficiência intelectual. As crianças zombavam dele. Fico envergonhada de admitir que eu zombei também; meus pais não faziam idéia. Eles eram pais maravilhosos, mas nunca pensaram em ter uma conversa comigo sobre crianças com deficiência.
E, então, eu tive meu filho Max; ele teve um AVC no nascimento que levou à paralisia cerebral. De repente, eu tinha uma criança para quem outras crianças olhavam e cochichavam a respeito. E eu desejei tanto que seus pais falassem com elas sobre crianças com deficiência.
Já que ninguém recebe um “manual de instrução sobre paternidade”, algumas vezes, pais e mães não sabem muito o que dizer. Eu entendo perfeitamente; se eu não tivesse um filho com deficiência, eu também me sentiria meio perdida. Então, eu procurei mães de crianças com autismo, paralisia cerebral, síndrome de Down e ocorrências genéticas para ouvir o que elas gostariam que os pais e mães ensinassem a seus filhos sobre os nossos filhos. Considere como um guia, não a bíblia!
1) Pra começar, não tenha pena de mim
“Sim, algumas vezes, eu tenho um trabalhão — mas minha vida não é nenhuma tragédia. Meu filho é um menino brilhante, engraçado e incrível que me traz muita alegria e que me enlouquece às vezes. Você sabe, como qualquer criança. Se você tiver pena de mim, seu filho vai ter também. Aja como você agiria perto de qualquer outro pai ou mãe. Aja como você agiria perto de qualquer criança.” Ellen Seidman, do blog “Love That Max”; mãe do Max, que tem paralisia cerebral 
2) Ensine seus filhos a não sentir pena dos nossos
“Quando a Darsie vê crianças (e adultos!) olhando e encarando, ela fica incomodada. Minha filha não se sente mal por ser quem ela é. Ela não se importa com o aparelho em seu pé. Ela não tem pena de si mesma. Ela é uma ótima garota que adora tudo, de cavalos a livros. Ela é uma criança que quer ser tratada como qualquer outra criança—independente dela mancar. Nossa família celebra as diferenças ao invés de lamentá-las, então nós te convidamos a fazer o mesmo.” Shannon Wells, do blog “Cerebral Palsy Baby”; mãe da Darsie, que tem paralisia cerebral. 
3) Use o que eles tem em comum
“Vai chegar uma hora em que o seu filhinho vai começar a te fazer perguntas sobre por que a cor de uma pessoa é aquela, ou por que aquele homem é tão grande, ou aquela moça é tão pequena. Quando você estiver explicando a ele que todas as pessoas são diferentes e que nós não somos todos feitos do mesmo jeito, mencione pessoas com deficiências. Mas tenha o cuidado de falar sobre as similaridades também—que uma criança na cadeira de rodas também gosta de ouvir música, e ver TV, e de se divertir, e de fazer amigos. Ensine aos seus filhos que as crianças com deficiência são mais parecidas com eles do que são diferentes.” Michelle, do blog “Big Blueberry Eyes”; mãe da Kayla, que tem Síndrome de Down.
4) Ensine as crianças a entender que há várias formas de se expressar
“Meu filho Bejjamin faz barulhos altos e bem agudos quando ele está animado. Algumas vezes, ele pula pra cima e pra baixo e sacode os braços também. Diga aos seus filhos que a razão pela qual crianças com autismo ou com outras necessidades especiais fazem isso é porque elas tem dificuldades pra falar, e é assim que elas se expressam quando estão felizes, frustradas ou, algumas vezes, até mesmo por alguma coisa que estão sentindo em seus corpos. Quando Benjamim faz barulhos, isso pode chamar a atenção, especialmente se estamos em um restaurante ou cinema. Então, é importante saber que ele não pode, sempre, evitar isso. E que isso é, normalmente, um sinal de que ele está se divertindo.” Jana Banin, do blog “I Hate Your Kids (And Other Things Autism Parents Won’t Say Out Loud)”; mãe de Benjamin, que é autista.
5) Saiba que fazer amizade com uma criança especial é bom para as duas crianças
“Em 2000, quando meu filho foi diagnosticado com autismo, eu tive muita dificuldade em arrumar amiguinhos para brincar com ele. Vários pais se assustaram, a maior parte por medo e desconhecimento. Fiquei sabendo que uma mãe tinha medo do autismo do meu filho ser “contagioso”. Ui. Treze anos mais tarde, sou tão abençoada por ter por perto várias famílias que acolheram meu filho de uma forma que foi tão benéfica para o seu desenvolvimento social. Fico arrepiada só de pensar nisso. A melhor coisa que já ouvi de uma mãe foi o quanto a amizade com o meu filho foi importante para o filho dela! Que a sua proximidade com o RJ fez dele uma pessoa melhor! Foi uma coisa tão bonita de se dizer. Quando tivemos o diagnóstico, ouvimos que ele nunca teria amigos. Os amigos que ele tem, agora, adorariam discordar. Foram os pais deles que facilitaram essa amizade e, por isso, serei eternamente grata.” Holly Robinson Peete, fundadora (com o marido Rodney Peete) da Hollyrod Roundation; mãe do RJ, que é autista (é ele, na foto abaixo, com sua irmã Ryan).
6) Encoraje seu filho a dizer “oi”
“Se você pegar seu filho olhando pro meu, não fique chateada — você só deve se preocupar se ele estiver sendo rude, mas crianças costumar reparar umas nas outras. Sim, apontar, obviamente, não é super educado, e se seu filho apontar para uma criança com deficiência, você deve dizer a ele que isso é indelicado. Mas quando você vir seu filho olhando para o meu, diga a ele que a melhor coisa a fazer é sorrir pra ele ou dizer “oi”. Se você quiser ir mais fundo no assunto, diga a ele que crianças com necessidades especiais nem sempre respondem da forma como a gente espera, mas, ainda assim, é importante tratá-las como tratamos as outras pessoas.” Katy Monot, do blog “Bird On The Street”; mãe do Charlie, que tem paralisia cerebral.
7) Encoraje as crianças a continuar falando
“As crianças sempre se perguntam se o Norrin pode falar, especialmente quando ele faz seu “barulhinho alto característico”. Explique ao seu filho que é normal se aproximar de outra criança que soa um pouco diferente. Algumas crianças podem não conseguir responder tão rápido, mas isso não significa que elas não têm nada a dizer. Peça ao seu filho para pensar no seu filme favorito, lugar ou livro—há grandes chances da outra criança gostar disso também. E a única forma dele descobrir isso é perguntando, da mesma forma que faria com qualquer outra criança.” Lisa Quinones-Fontanez, do blog “Autism Wonderland”; mãe do Norrin, que é autista.
8) Dê explicações simples
“Algumas vezes, eu penso que nós, pais, tendemos a complicar as coisas. Usando algo que seus filhos já conhecem, que faça sentido pra eles, você faz com que a “necessidade especial” se torne algo pessoal e fácil de entender. Eu captei isso uns anos atrás, quando meu priminho me perguntou “por que o William se comunicava de forma tão diferente dele e de seus irmãos”. Quando eu respondi que ele simplesmente nasceu assim, a resposta dele pegou no ponto: “Ah, assim como eu nasci com alergias”. Ele sabia como era viver com algo que se tem e gerenciar para viver diariamente. Se eu tivesse dito a ele que os músculos da boca de William tem dificuldade em formar palavras, o conceito teria se perdido na cabeça dele. Mas alergia fazia sentido pra ele. Simplicidade é a chave.” Kimberly Easterling, do blog “Driving With No Hands”; mãe do William e da Mary, ambos com Síndrome de Down.
9) Ensine respeito às crianças com seus próprios atos
“Crianças aprendem mais com suas ações que com suas palavras. Diga “oi” para a minha filha. Não tenha medo ou fique nervosa perto dela. Nós realmente não somos tão diferentes de vocês. Trate minha filha como trataria qualquer outra criança (e ganhe um bônus se fizer um comentário sobre o lindo cabelo dela!). Se tiver uma pergunta, faça. Fale para o seu filho sobre como todo mundo é bom em coisas diferentes, e como todo mundo tem dificuldades a trabalhar. Se todo o resto falhar, cite a frase do irmão de Addison: “bem, todo mundo é diferente!”.” Debbie Smith, do blog “Finding Normal”; mãe de Addison, que tem Trissomia 9.
10) Ajude as crianças a ver que, mesmo crianças que não falam, entendem
“Nós estávamos andando pelo playground e a coleguinha da minha filha não parava de encarar o meu filho, que é autista e tem paralisia cerebral. Minha filha chamou a atenção da colega rapidinho: “Você pode dizer “oi” pro meu irmão, sabe? Só porque ele não fala, não significa que ele não ouve você”. Jack não costuma falar muito, mas ele ouve tudo ao redor dele. Ensine aos seus filhos que eles devem sempre assumir que crianças com deficiência entendem o que está sendo dito, mesmo sem poderem falar. É por isso que eles não vão dizer “o que ele tem de errado?”, mas poderão até dizer “Como vai?”.” Jennifer Byde Myers, dos blogs “Into The Woods” e “The Thinking Person’s Guide To Autism”; mãe do Jack, que tem autismo e paralisia cerebral.
11) Inicie uma conversa
“Nós estávamos no Museu das Crianças e um garotinho não parava de olhar para Charlie com seu andandor, e a mãe dele sussurrou em seu ouvido para não encarar porque isso era indelicado. Ao invés disso, eu adoraria que ela tivesse dito “esse é um andador muito interessante, você gostaria de perguntar ao garotinho e à sua mãe mais a respeito dele?”.” Sarah Myers, do blog “Sarah & Joe (And Charlie Too!)”; mãe do Charlie, que tem paralisia cerebral.
12) Não se preocupe com o constrangimento
“Vamos combinar de não entrar em pânico caso seu filho diga algo embaraçoso. Você sabe, tipo se nós estivermos na fila do Starbucks e o seu filho olhar para a Maya e pra mim e disser algo como “Eca! Por que ela está babando?” ou “Você é mais gorda que a minha mãe”. Embora esses não sejam exemplos de início de conversas ideais, eles mostram que o seu filho está interessado e curioso o suficiente para fazer contato e perguntar. Por favor, não gagueje um “mil desculpas” e arraste seu filho pra longe. Vá em frente e diga baixinho o pedido de desculpas, se você quiser, mas deixe-me aproveitar a oportunidade: vou explicar a parte da baba e apresentar Maya e contar da paixão dela por crocodilos, e você pode ser a coadjuvante no processo, dizendo “lembra quando nós vimos crocodilos no zoológico?” ou coisa parecida. Quando chegarmos ao caixa, o constrangimento vai ter passado, Maya terá curtido conhecer alguém novo, e eu terei esperanças de que seu filho conseguiu ver Maya como uma criança divertida, ao invés de uma “criança que baba”. (E eu irei simplesmente fingir que não ouvi a parte do “mais gorda que a minha mãe”).” Dana Nieder, do blog “Uncommon Sense”; mãe da Maya, que tem uma síndrome genética não diagnosticada. Texto principal de Ellen Seidman, do blog “Love That Max", traduzido por Andréa Werner.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Lanches com brindes

O brinquedo funciona como um imã ao pequeno, pois exerce atração à criança, que fica com vontade de comer o lanche. Voltamos a falar do tema porque a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado aprovou projeto em agosto de 2012 que proíbe a venda casada de lanche e brinde.
De forma bem simples foi explicado o porquê da proibição: a criança ainda não tem experiência e conhecimento para entender que o brinde serve basicamente de isca para a ingestão de alimentos hipercalóricos e gordurosos, com alta concentração de sódio e açúcar. A decisão ainda depende da aprovação da Câmara para ser sancionada.
O relatório reforça que qualquer forte promoção voltada ao público infantil é considerada abusiva, pois o pequeno, além de ser um alvo imaturo, exerce grande influência sobre os pais. Fica a pergunta: qual criança não se encanta quando sabe que ganhará um brinquedo e ainda comerá o sanduba no passeio de tarde com a família? Vez ou outra, comer um lanche não vai causar enormes estragos a uma criança. Mas o Senado quer combater essa prática das redes de fast-foods em que crianças são induzidas a ter um brinde se tiver o sanduíche e refrigerante.
Não é preciso frisar que alimentos calóricos têm sido um dos vilões na fase de crescimento da criança. A obesidade atinge índices enormes no público infantil. A obesidade causar problemas físicos e de comportamento do pequeno na infância, potencializando o risco de diabetes, entre outras doenças. Em Florianópolis-SC, por exemplo, uma lei municipal impede a venda casada de lanches com brinquedos na cidade catarinense. O autor da lei, Ricardo Vieira (PC do B) destaca que a comida saudável costuma perder a concorrência para um lanche gorduroso equipado com um brinde. Essa “vitória” do lanche com brinde não é boa para o desenvolvimento do pequeno. Fonte Guia do Bebê